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Trabalho Infantil


Quando um assunto é delicado como esse, não é exagero começar dizendo que todo tipo de trabalho infantil é proibido. Ainda que exista muito dessa prática por aí, principalmente em países muito pobres e pouco desenvolvidos.

Geralmente, nos casos em que as crianças precisam ajudar no sustento, isso muda toda uma dinâmica familiar. Quando uma criança é responsável por uma parte significativa da renda familiar, ela se torna a chefe da família. E isso soa um pouco estranho, não é mesmo?

Podemos dizer que os impactos psicológicos a partir daí podem ser bastante variáveis, dependendo do tipo e do contexto social do trabalho. A exploração sexual, por exemplo, é considerada a pior forma de trabalho, não é aceita pela sociedade em geral e só traz uma carga negativa muito grande para o psicológico. Outro impacto generalizado é a dificuldade na inserção em outros grupos sociais da mesma idade, porque os assuntos e responsabilidades vão muito além.

Não podemos deixar de lado o brincar, que tem um significado universal! E é, sem dúvidas, uma necessidade para todas as crianças. Ainda que muitos discutam sobre a falta de espaço, temporal e físico, para crianças brincarem, o brincar tem um papel de extrema importância social e cognitiva.

Trabalhar pode ser bom para uma criança?

Essa questão ainda causa dúvidas e estranhamentos. Mas vamos lá. Não tem como qualificar se o trabalho é mais ou menos danoso em termos psicológicos. O que se pode afirmar é que o nível de dano psicológico tem muito a ver com as normas sociais e culturais às quais a criança está inserida. No caso, se a criança trabalha em algo considerado “aceitável socialmente”, ou seja, como atendente em um balcão em lojas, oficinas mecânicas ou em ambientes que não a deixem tão vulnerável, entende-se que não existe aí um impacto tão grande. Mas isso não é uma regra.

O que ocorre é que as crianças perdem, com isso, a possibilidade de acompanhar as etapas naturais de desenvolvimento biológico. Além do mais, perdem etapas de seu crescimento social. Como? Quando se trabalha com crianças originárias do trabalho infantil, é muito comum sentir a necessidade de se recriar etapas que se perderam.

Outra importância muito grande é a possibilidade de ter a fase do brincar. O direito à atividade é quase sempre perdido por uma criança que trabalha, e brincar é necessário para a formação do ser humano, como já dissemos.

Ao trabalhar, assim como em qualquer lugar, as crianças aprendem coisas boas e ruins, dependendo das circunstâncias. Mas não pode se afirmar que há benefícios devido ao impacto permanente no desenvolvimento.

O trabalho precoce afeta a forma de se relacionar?

O trabalho infantil distorce todas as relações que a criança pode ter. Isso porque ela cumpre um papel para o qual ainda não foi preparada nem biologicamente e nem socialmente. Nas relações com as outras crianças, o que afeta é a falta das mesmas referências, dos jogos aos desenhos animados.

É importante sempre termos em mente que os referenciais de uma criança que está trabalhando são semelhantes aos dos adultos. Por isso, é bastante comum que, nesse caso, a criança tenha mais facilidade de se relacionar com adultos do que com pessoas de sua faixa etária.

Para finalizar: tudo que acontece na vida de uma criança, acredite, gera impacto permanente. Isso porque, durante a infância, se tem um grande volume de desenvolvimento fisiológico e cerebral. De fato, o ser humano está sempre em desenvolvimento, mas os impactos, no entanto, variam de acordo com a criança, do trabalho que exerceu e da aceitação sociocultural, entre outros pontos. Até o nosso conteúdo genético é modificado pela vivência e pelo ambiente. Então, o que passamos para nossos filhos não é o mesmo que nossos pais nos passaram, e assim sucessivamente.

E você, o que pensa em relação ao trabalho infantil e suas consequências às crianças? Compartilhe conosco sua opinião!

Um comentário em “Trabalho Infantil

  1. Ola, minha singela opinião é de quem viveu essa realidade de trabalhar na infância. Minha família muito pobre logo pôs os filhos a trabalhar, hoje aos 54 anos quando vejo tanto debate sobre o trabalho infantil sinto uma certa revolta por lembrar todo o maltrato que meus irmãos e eu sofremos e percebo que ainda é muito pouco o que se faz pelo bem estar da criança pobre .As famílias de melhor situação financeira superprotegem seus rebentos e por vários motivos até evitam seu contacto com crianças carentes. Meus filhos ja foram criados em outro ritmo nunca precisaram trabalhar quando pequenos e agora cursam faculdade e a mais velha é professora de Literatura. Bom acho que ja me apresentei, agora vamos a minha opinião. Penso que criança deve brincar,estudar ter uma orientação religiosa e pequenas responsabilidades no lar pra não crescerem pensando que são príncipes e princesas e achando que o adulto tem que satisfazer todos os seus caprichos. Acho que ouve uma inversão de valores, tentando cuidar tanto de nossas crianças deixamos de dar certos limites e isso é tão perigoso quanto a exploração, no trabalho por exemplo. Pra mudar isso acho que só com um trabalho de raiz começando a mudar a cabecinha da nova geração pra que no futuro tenhamos crianças e adultos mais felizes.

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